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Humor Inteligente

Você aí, se imagine enquanto um ser humano patético, sedento por atenção, e que tem uma baixa capacidade cognitiva. Uma criatura que possui 14 anos de idade psicológica mas que acredita estar acima de todos os outros reles mortais, seres humanos primitivos sobre a Terra, porque é extremamente inteligente. És tão inteligente que se transforma em (pseudo)-niilista, sob o conceito de niilismo que adolescentes do pau murcho, gordos e nerds que não conseguem comer ninguém adotaram, que significa odiar o mundo, negar a existência de Deus (porque se ele existisse você não seria uma baleia terrestre com um pinto de um centímetro) e se tornar uma mocinha gemedora pessimista porque sua vidinha de merda é patética.

Uma vez imaginado, pensse no seguinte: que tipo de humor, ó inferior forma de entretenimento a qual entrego uma pequena porção da minha atenção por piedade, haveria de entreter um cidadão de extrema inteligênica, tamanho poder intelectual que é capaz de fazer levitarem objetos apenas com o poder do pensamento, e usar de poderes de alquimia para transformar a terra em ouro e o ouro e creme de abacate? Com certeza será necessário um humor que transcenda os limites do que é possível para uma mente humana produzir.

Um filho da puta dessa espécie, a espécie Cuckoldus niilistus, jamais se entregaria a um mero sorrisinho dado em frente à televisão enquanto o comediante Daniel Zukerman (favorite deste que vos fala entre os comediantes do programa Pânico), prende folhas de alface em sua cabeça e se apresenta como Beto Salada em festas decadentes para miscelâneos e aleatórios membros do show-biz televisivo brasileiro, acusando jocosamente qualquer um das mais estapafúrdias práticas sexuais ou criminosas, com tapinhas e beijinhos dados em seus interlocutores. Não, isso não lhe apatece. Depois de um longo dia de trabalho movendo toneladas de cimento e vigas de ferro do tamanho de ônibus em construções usando apenas o poder de sua mente, você quer chegar em casa e continuar exercitando seu mesencéfalo com um verdadeiro humor feito para alimentar seus famintos neurônios, os cinco que restaram deles.

Um sorriso de orelha a orelha aparece em sua face quando você vê o ator Jim Parsons falando Bazongo, Zimbábue, ou Abaetetuba de repente para alguma loira gostosa com cara de burra, o que serve de punchline para uma piada lidando com temas supostamente obscuros da cultura nerd, mas sempre falando os nomes de jogos e quadrinhos que venderam dezenas de milhões de cópias. Você se mija todo de rir, entra em convulsões quase anafiláticas no chão, sempre reproduzindo um agudo guinchar como o de uma hiena, seu coração dando fortes pontadas de quem ameaça parar a qualquer momento. Você assiste a esquete do Monty Python onde um homem extremamente gordo vomita e vomita e vomita, de novo e de novo em cima do garçom que o serve, sobre a mesa, em vários baldes e pelo chão, até que ele finalmente explode e voa vômito para todos os lados. Seu rosto vermelho acusa que seus pulmões não tem mais ar e você não produz mais som ao rir. Você está é morrendo de tanto gargalhar desta maravilha da comédia inteligente. É bom demais para ser verdade, é como se a face de Deus surgisse por detrás das nuvens no céu e olhasse para você, enchendo sua alma de risos. Você inspira o ar em um GASP audível pela boca, e o libera em um monstruoso e respeitável “HAHA!” que pode ser ouvido do outro lado da cidade. O Batman, em sua bat-caverna, pensa se tratar do Coringa anunciando sua chegada.

Eis que o filho da puta começa a assistir Rick & Morty, e só de olhar para aqueles desenhos simplistas em cores primárias com animação feita com o esforço mínimo como é de praxe para a animação norte-americana destinada a “adultos”, com o dublador balbuciando feito um retardado mental e arrotando a cada cinco segundos, você entra em um colapso nervoso e começa a espumar pela boca de tanto que seu NERVO ENGRAÇADO foi estimulado. Seus pulmões explodem e seu diafragma é rompido, você é levado às pressas para o hospital, onde com a magia da medicina, conseguem salvar sua vida, e você se recupera na cama com seu celular à mão, onde você compartilha uma foto do Sheldon falando BIZNAGA e a legenda:

“Humor inteligente, galera!”




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